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Dezembro 1, 2020

Tudo sobre o Karting de competição

Guilherme de Oliveira: 24º Lugar na Final Não Faz Justiça A Um dos Mais Talentosos em Valencia

3 min read

 

Guilherme de Oliveira – KR-Sport (Kosmic/X30/MG)

Guilherme de Oliveira correu pela primeira vez este ano com a sua nova equipa, a KR-Sport. Na edição de 2019 da IAME Winter Cup, o piloto de Vila Nova de Gaia deu mais uma real noção do seu imenso talento e enorme potencial, permitindo a espaços que todos os que estiveram a ver a sua corrida em Valencia pudessem vislumbrar detalhes da sua genialidade.

Mas, vamos começar pelo fim, ou seja, pela Final. Na derradeira corrida do programa da X30 Sénior nesta competição, o único português a qualificar-se entre os 34 eleitos, veio a concluir a prova no 24º lugar. Guilherme de Oliveira saiu de 32º e num pelotão extremamente difícil, foi subindo até onde foi possível e concluiu a corrida oito posições à frente do seu lugar inicial. Numa prova em que a X30 Sénior reuniu 92 pilotos, chegar à Final já era um objetivo ambicioso para um piloto que se estreava na categoria. Nesse sentido, bem se pode dizer que a missão de Guilherme de Oliveira foi cumprida.

O Eterno Calvário dos Portugueses a Correr em Espanha

Muito se esperava da prestação daquela que é atualmente a maior esperança portuguesa no karting internacional, especialmente quando está inserido numa equipa de ponta, que realmente pode proporcionar a Guilherme de Oliveira a ambição de lutar por vitórias. Por isso, embora o piloto de Vila Nova de Gaia se estreasse em Valencia numa nova categoria, o seu percurso e talento coloca-o sempre entre os que estão neste tipo de eventos para andar na luta pelos melhores lugares. Depois de um mau início nas mangas de qualificação, a forma como Guilherme de Oliveira se conseguiu imiscuir entre os 28 com acesso direto à Final, permitia-nos sonhar com um excelente resultado. No entanto, foi logo na Pré-Final que vimos as chances de um resultado no top 10 caírem por terra.

Guilherme de Oliveira foi vítima de um problema técnico ainda no parque de partida, de onde os pilotos saem para a pista já posicionados em termos de grelha de partida. O problema no seu Kosmic/X30/MG resolveu-se, mas o piloto de Vila Nova de Gaia saiu bastante atrasado. Lamentavelmente, a direção de prova não deu a mais pequena chance ao português de sequer se colocar na última posição do pelotão, pois tarde de mais afrouxou o ritmo dos restantes 33 pilotos que se preparavam para iniciar a prova que define a grelha da Final. Se noutras situações, o mesmo critério não foi seguido, obrigando os pilotos a mais uma volta em bandeira amarela antes de iniciar a corrida, especificamente nesta Pré-Final não só a direção de prova não foi tão rigorosa a afrouxar o ritmo do pelotão, como ao fim das tradicionais duas voltas (carburação e apresentação), deu início à corrida, com Guilherme de Oliveira a mais de 200 metros de atraso de todos os seus adversários. O português deu tudo em pista e só para alcançar a cauda do pelotão perdeu 5 voltas, após as quais começou a efetuar ultrapassagens. No fim, ainda cometeu um erro, no desespero de ganhar lugares, deitando por terra uma boa parte do esforço efetuado. A direção de prova não teve o mesmo critério em situações idênticas durante o fim de semana, no entanto foi coerente na forma como nesta e noutras situações, prejudicou os portugueses que apostaram o mesmo que os de outras nacionalidades nesta prova internacional.

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Texto: ©Jorge Cabrita (em Valencia)
Fotos: ©VVL Sport Image (José Lourenço)

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