Dom. Set 20th, 2020

Tudo sobre o Karting de competição

Primeiro que Managers ou Coach, Devemos Ser Pais!

2 min read

 

Alguns anos atrás, um bom amigo e mecânico de karting trabalhava no campeonato de Espanha e em diferentes campeonatos regionais, confessou-me: “Eu parei com o karting por uma razão muito simples: se a criança/piloto ganhar, ele era um fenómeno, mas se perde (o que é normal), era uma porcaria… e isso acabou por desgostar-me”.

Numa simples frase, podemos resumir muitas das frustrações e ansiedades que podemos encontrar no desporto e, neste caso particular, no karting. Não devemos esquecer que perder é estatisticamente mais provável do que vencer, basicamente porque todos perdem menos um, o vencedor (parafraseando ‘Mick’ Doohan, multicampeão do mundo de motociclismo na categoria de 500 cc).

Todos nós amamos nossos filhos. O amor é o sentimento humano mais profundo, mas, como tal muitas vezes afasta-se do que deve ser racional e pedagogicamente correto. Perder é habitual na vida. Precisamos preparar os nossos filhos para saber como perder e, muito mais importante, para saber como gerir a frustração da derrota. A nossa própria competitividade não deve ser extrapolada para nossos filhos e colocar em seus estreitos ombros o pesado fardo das nossas próprias frustrações.
Sendo assim, o que podemos fazer?
Estamos condenados à frustração e ansiedade?

Se a palavra crianças está ligada à palavra amor, não é menos verdade que a palavra perder está ligada à aprendizagem. Mas tudo isso, como pais, dando o máximo apoio e principalmente compreensão aos nossos filhos. Não é negativo não estar no pódio, negativo é não ensinar como gerir essa frustração.
Use empatia, um termo da moda, mas longe dos comportamentos atuais, e ensine como perder, ou se preferir, não ganhar.

Nenhuma criança valoriza de forma inata o facto de perder (também não o de ganhar), está nas mãos da família, como este assunto deve ser abordado. É uma enorme oportunidade de serem pais!

O mero fato de estar em numa competição de karting, já é por si, um enorme privilégio. É aquilo que os nossos filhos mais deveriam desejar, não os pais. Desfrutar do caminho ao lado do nosso filho/a, viver suas experiências, passar tempo de qualidade com ele/ela longe de consolas de jogos, televisões más companhias e desta forma participar da sua aprendizagem é algo muito valioso.

Orgulharmos-nos dos nossos filhos e fazê-los sentir isso. Agradecer o seu esforço, a sua dedicação e o seu trabalho, com a mesma ênfase que quando não se cumprem os nossos “próprios” Sonhos, escondidos numa infância que não tivemos.
Em suma, agir como pais é muito mais importante do que agir como “Managers”.

Isso, já é ganhar.

Texto: ©Agustin de Pablos
Tradução: ©José Lourenço
Fotos: ©VVL Sport Image/José Lourenço

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